Voltar aos cases Case 05 · Dr. Sintomas · 2017

IA que reconhece
emoções humanas.

Como desenhei a estratégia de UX para sistemas de IA que reconhecem emoções e comportamento em triagem de saúde — em 2017, antes da onda de IA generativa.

Cliente
Dr. Sintomas
Período
2017
Meu papel
Estrategista de UX
Impacto
3 parcerias médicas
ai
Contexto

IA afetiva em saúde, 6 anos antes do hype.

Dr. Sintomas era uma startup de healthtech que usava IA para identificar condições médicas e orientar tratamentos. O diferencial: sistemas de IA que reconhecem emoções e comportamento humano para tornar a triagem mais precisa e humana.

Em 2017, esse era campo de pesquisa acadêmica, não produto comercial. Meu papel: definir a estratégia de UX de ponta a ponta, criar os fluxos para diferentes segmentos de usuário e garantir que o sistema respeitasse a privacidade dos pacientes num contexto pré-LGPD.

Linha do tempo · IA em produto
2017 Dr. Sintomas IA afetiva aplicada a produto
6 anos antes
2023 ChatGPT IA generativa vira mainstream
Meu papel

Estratégia, pesquisa e entrega em 5 meses.

01
Estratégia
UX end-to-end traduzindo objetivos de negócio em fluxos escaláveis. Parceria com CEO e COO no roadmap, estratégia de go-to-market e apresentações para investidores.
02
Pesquisa com usuários vulneráveis
Testes presenciais de usabilidade com pacientes reais com sintomas. Os testes revelaram que o reconhecimento de emoções precisava ser progressivo — não imediato.
03
Entrega
Design System + 3 fluxos customizados por segmento. A/B testing reduziu problemas de usabilidade em 85%. Tudo entregue em 5 meses.
O desafio central

Quando o sistema sabe demais.

Os testes com pacientes revelaram uma tensão fundamental: usuários em contexto de saúde ficavam desconfortáveis quando o sistema "sabia" muito desde o início. A precisão da IA era real, mas a percepção de vigilância gerava abandono.

A solução: triagem progressiva. Perguntas simples primeiro, reconhecimento de emoções e voz como camada secundária de confirmação. O sistema aprendia gradualmente, e o usuário sentia controle em cada etapa.

Em paralelo, operamos com privacy-by-design como constraint de produto desde o início: cada decisão de UX considerava quais dados eram necessários, como eram comunicados e o que nunca seria coletado. Isso era 2017, pré-LGPD, pós-GDPR.

"O sistema entendia o estado emocional do paciente antes de ele terminar a descrição. A privacidade precisava ser tão cuidadosa quanto a precisão."

Impacto

Produto funcionando, parcerias conquistadas.

85%
de redução em problemas de usabilidade com prototipagem e A/B testing.
3
parcerias com médicos e 1 plano de saúde avaliando a solução de ML.
3
fluxos customizados por segmento entregues em 5 meses.
IA Afetiva Healthtech Estratégia de UX Privacy-by-design A/B Testing Design System
Aprendizados

O que levo desse case.

· Usuários em contexto de saúde são mais sensíveis à percepção de vigilância. O design precisa comunicar controle em cada etapa, não apenas na política de privacidade.

· IA progressiva: revelar gradualmente o que o sistema percebe reduz desconforto sem perder precisão. O timing do "eu sei" importa tanto quanto o dado em si.

· Atuar em IA antes do hype significa navegar sem referências estabelecidas. O que torna o trabalho mais difícil e, também, mais original.

Voltar ao início · 01

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